02 de Outubro de 2008
O Governo moçambicano vai continuar a envidar esforços no sentido de reforçar a capacidade de liderança do distrito, no âmbito do combate à pobreza.
O facto foi dado a conhecer quarta-feira pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, falando num comício popular que teve lugar na vila do Caniçado, sede do distrito de Guijá, na segunda etapa da sua visita de trabalho à província de Gaza.
O jornal "Notícias" escreve que de acordo com Armando Guebuza, o processo de descentralização constitui uma aposta no sentido de desenvolver as zonas rurais, uma vez que permite que as pessoas e as instituições saibam o que precisam para resolver a sua vida. “Estamos a reforçar a capacidade de decisão dos distritos. Trata-se da capacidade de tomarem as decisões para o desenvolvimento. Os valores até aqui alocados são poucos, mas têm que ser bem utilizados”, disse.
Na sua alocução, o Presidente da República indicou que, depois da decisão tomada em 2006, de alocar sete milhões de meticais para programas de produção da riqueza, este ano o Governo decidiu injectar outros 2,3 milhões de meticais para que o distrito possa usá-los em programas de infra-estruturas que promovam o desenvolvimento.
O distrito de Guijá é um dos mais afectados pela seca na província de Gaza. Nalguns postos administrativos e localidades, conforme foi dado a conhecer ao Chefe do Estado, não chove há sensivelmente quatro épocas. A população pediu a Guebuza a construção de regadios no distrito que permitam o aproveitamento da água do rio Limpopo.
Outras questões apresentadas, na ocasião, têm a ver com a criminalidade, roubo de gado, má articulação entre Governo distrital e autoridades locais e falta de meios para a Polícia.
Na mesma ocasião, a população apresentou queixas contra o administrador distrital, Zacarias Mandlate, a quem acusam de desvio de aplicação dos sete milhões, favorecimento a amigos e prepotência.
Em resposta às preocupações da população, o Chefe do Estado salientou que tudo o que o Governo está a fazer é no sentido de valorizar a pessoa humana. Indicou que a auscultação que está a fazer é para encontrar luzes para o seu programa de governação.
Sobre os sete milhões, responsabilizou os Conselhos Consultivos locais no sentido de assumirem a liderança, quer na decisão sobre os projectos de desenvolvimento quer na devolução dos valores emprestados. Segundo o Presidente da República, cada um deve assumir a sua responsabilidade no processo de desenvolvimento, daí que os que tenham recebido fundos dos sete milhões devem proceder ao seu reembolso. (retirado daqui)
Debates, análises, informação analítica e estatística, notícias, imagens e humor sobre os "Se7e Milhões" - Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD) em Moçambique
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Fundo de iniciativas locais surte efeitos positivos em Muidume
11 de Setembro de 2008
Os sete milhões atribuídos aos distritos pelo Governo Central, estao a ter efeitos positivos na sua aplicação no distrito de Muidumbe.
São notórias nas comunidades deste distrito, algumas mudanças na vida das populações.
A titulo de exemplo, pode citar-se um jovem empreendedor que com base no fundo de iniciativas locais para processa cereais que alimentam a população local.
Pode ainda citar-se o exemplo de um jovem que se identificou a equipe da Televisão de Moçambique (TVM), por Casimiro Zeferino, que através do fundo de iniciativa local, num valor de quatro mil meticais, abriu uma machamba onde plantou hortícolas e árvores de frutas. O resultado da sua produção serve para a sua própria alimentação e para a venda. (retirado daqui)
Os sete milhões atribuídos aos distritos pelo Governo Central, estao a ter efeitos positivos na sua aplicação no distrito de Muidumbe.
São notórias nas comunidades deste distrito, algumas mudanças na vida das populações.
A titulo de exemplo, pode citar-se um jovem empreendedor que com base no fundo de iniciativas locais para processa cereais que alimentam a população local.
Pode ainda citar-se o exemplo de um jovem que se identificou a equipe da Televisão de Moçambique (TVM), por Casimiro Zeferino, que através do fundo de iniciativa local, num valor de quatro mil meticais, abriu uma machamba onde plantou hortícolas e árvores de frutas. O resultado da sua produção serve para a sua própria alimentação e para a venda. (retirado daqui)
Chefe do Estado fala de problemas de gestão do Fundo de Investimento Local em Inhambane
27 de Agosto de 2008
As baixas taxas de reembolso do dinheiro do Fundo de Investimento Local por parte dos beneficiários deverá merecer nos próximos dias a atenção do Governo, por forma a encontrarem-se estratégias exequíveis para estancar a situação.
O Presidente da República, Armando Guebuza, disse, terça-feira, à sua chegada à província de Inhambane que o Executivo deverá transformar a situação num dos desafios para assegurar uma gestão transparente do dinheiro e garantir a sua devolução para a estratégia de produção de comida para vencer a fome.
Acrescenta o jornal "Notícias" que falando a jornalistas no distrito de Mabote, no início da sua Presidência Aberta à província de Inhambane, Armando Guebuza afirmou que os problemas que surgem da gestão dos sete milhões devem ser encarados com naturalidade e partir-se para a sua solução, porque a participação das comunidades nas tarefas da luta contra a fome, bem como da cidadania, fazem parte da estratégia da luta contra a pobreza, não havendo, por isso, lugar para reduzir a velocidade das nossas acções.
A província de Inhambane apresenta neste momento cerca de cinco por cento de taxa de reembolso do dinheiro alocado no ano passado para financiar 169 projectos de desenvolvimento nos distritos, num orçamento que ronda os 90 milhões de meticais. As autoridades locais justificam tão fraco nível de reembolso com o facto de se registarem atrasos ou problemas de comercialização agrícola, pois muitos camponeses que receberam o dinheiro produziram o suficiente para a sua alimentação e para vender parte da produção para iniciar a devolução do financiamento.
Armando Guebuza não avançou as medidas que serão tomadas para impulsionar o rápido reembolso do dinheiro, todavia anotou que as autoridades administrativas locais deverão avançar com estratégias para chamar à responsabilidade os beneficiários, para que honrem os compromissos assumidos aquando da recepção do dinheiro.
O Governo distrital de Mabote já adoptou o sistema de penhora de alguns bens pertencentes a cidadãos que demonstram falta de vontade de devolver o dinheiro.
Dirigindo-se à população de Mabote, o Presidente da República disse que a "revolução verde" e o Fundo de Investimento Local são instrumentos fundamentais adoptados pelo Governo para a produção de comida e combate à pobreza. Nesse sentido, há necessidade da participação de todos para o sucesso do programa. O fundamental é, primeiro, acreditar que a pobreza pode acabar, tal como outros males que fustigaram o país ao longo da sua história.
Armando Guebuza escala esta quarta-feira o distrito de Inhassoro, onde deverá reunir-se com o Governo e o Conselho Consultivo locais, para medir o nível de implementação do programa de produção de comida. Neste ponto costeiro da província de Inhambane, o Chefe do Estado vai visitar alguns projectos financiados pelo Fundo de Investimento Local.
Quinta-feira, o Presidente da República vai inaugurar a linha de transporte de energia eléctrica da rede nacional para o distrito de Massinga, rumando depois para Jangamo. (retirado daqui)
As baixas taxas de reembolso do dinheiro do Fundo de Investimento Local por parte dos beneficiários deverá merecer nos próximos dias a atenção do Governo, por forma a encontrarem-se estratégias exequíveis para estancar a situação.
O Presidente da República, Armando Guebuza, disse, terça-feira, à sua chegada à província de Inhambane que o Executivo deverá transformar a situação num dos desafios para assegurar uma gestão transparente do dinheiro e garantir a sua devolução para a estratégia de produção de comida para vencer a fome.
Acrescenta o jornal "Notícias" que falando a jornalistas no distrito de Mabote, no início da sua Presidência Aberta à província de Inhambane, Armando Guebuza afirmou que os problemas que surgem da gestão dos sete milhões devem ser encarados com naturalidade e partir-se para a sua solução, porque a participação das comunidades nas tarefas da luta contra a fome, bem como da cidadania, fazem parte da estratégia da luta contra a pobreza, não havendo, por isso, lugar para reduzir a velocidade das nossas acções.
A província de Inhambane apresenta neste momento cerca de cinco por cento de taxa de reembolso do dinheiro alocado no ano passado para financiar 169 projectos de desenvolvimento nos distritos, num orçamento que ronda os 90 milhões de meticais. As autoridades locais justificam tão fraco nível de reembolso com o facto de se registarem atrasos ou problemas de comercialização agrícola, pois muitos camponeses que receberam o dinheiro produziram o suficiente para a sua alimentação e para vender parte da produção para iniciar a devolução do financiamento.
Armando Guebuza não avançou as medidas que serão tomadas para impulsionar o rápido reembolso do dinheiro, todavia anotou que as autoridades administrativas locais deverão avançar com estratégias para chamar à responsabilidade os beneficiários, para que honrem os compromissos assumidos aquando da recepção do dinheiro.
O Governo distrital de Mabote já adoptou o sistema de penhora de alguns bens pertencentes a cidadãos que demonstram falta de vontade de devolver o dinheiro.
Dirigindo-se à população de Mabote, o Presidente da República disse que a "revolução verde" e o Fundo de Investimento Local são instrumentos fundamentais adoptados pelo Governo para a produção de comida e combate à pobreza. Nesse sentido, há necessidade da participação de todos para o sucesso do programa. O fundamental é, primeiro, acreditar que a pobreza pode acabar, tal como outros males que fustigaram o país ao longo da sua história.
Armando Guebuza escala esta quarta-feira o distrito de Inhassoro, onde deverá reunir-se com o Governo e o Conselho Consultivo locais, para medir o nível de implementação do programa de produção de comida. Neste ponto costeiro da província de Inhambane, o Chefe do Estado vai visitar alguns projectos financiados pelo Fundo de Investimento Local.
Quinta-feira, o Presidente da República vai inaugurar a linha de transporte de energia eléctrica da rede nacional para o distrito de Massinga, rumando depois para Jangamo. (retirado daqui)
Sete milhões são para os que não têm dinheiro - esclarece Presidente da República em Catuane
Fonte: Jornal Noticias
05 de Agosto de 2008
Os sete milhões de meticais alocados ao distritos para financiar acções de âmbito local não se destinam a pessoas que já têm dinheiro, mas sim àqueles que, não o possuindo, querem cultivar a terra para produzir comida. O Chefe do Estado, Armando Guebuza, que dirigiu ontem esta mensagem aos residentes de Catuane, em Maputo, no terceiro dia da presidência aberta na província, afirmou que quando os sete milhões foram disponibilizados aos distritos também apareceram pessoas com posses financeiras a exigirem a atribuição dos fundos.
Armando Guebuza realçou que o dinheiro, cujos critérios de atribuição a nível local são definidos pelos conselhos consultivos distritais, deve ser usado para apoiar aqueles que sabem fazer coisas, mas que não possuem recursos para a compra de sementes para a produção de comida, a exemplo das associações de camponeses. Afiançou que o Governo tem outras formas de apoiar aqueles que já têm dinheiro para desenvolverem os seus negócios.
Na interacção com a população de Catuane, Guebuza, congratulou o esforço empreendido para vencer a pobreza. Disse que a luta que os moçambicanos travam é única e tem em vista erradicar a pobreza, uma batalha que deve ser vencida. Lembrou que a luta contra a pobreza não é desafio de hoje, ela trava-se desde os tempos dos nossos antepassados.
“Temos que saber comparar o que Catuane era ontem e o que é hoje. Veremos que se fez muita coisa para o bem de Catuane. Não havia electricidade em Catuane, mas hoje já a temos e ela chegou para impulsionar a luta contra a pobreza”, disse, acrescentando que o número de escolas aumentou, não só em Catuane, mas também em muitos outros pontos do país.
O Presidente da República afirmou que Moçambique declarou que para acabar a pobreza é preciso eliminar a fome, daí a aposta na Revolução Verde, que se consubstancia no aumento da produção, de mais áreas de cultivo e no fomento de sementes melhoradas, tendo como fim último aumentar a renda do camponês. Entretanto, a população de Catuane apresentou algumas inquietações ao Chefe do Estado. Trata-se da alta de preços dos produtos alimentares, dos combustíveis, a falta de fiscalização séria às empreitadas das obras públicas, entre outras preocupações.
Em resposta, o Chefe do Estado disse que alguns dos problemas estão em solução, mas outros ainda não a têm. Observou, porém, que quando se resolve um problema surge sempre outro.
Em Catuane, o Presidente da República visitou a exposição agro-pecuária e inaugurou a linha de transporte de energia eléctrica para o posto administrativo. Antes, em Matutuíne, dirigiu a sessão extraordinária do Conselho Consultivo da localidade de Tinonganine alargada aos membros do Governo distrital e visitou os campos de produção da associação dos camponeses locais.
Ainda ontem, o Chefe do Estado deslocou-se ao município da Matola, onde se reunido com a OJM e manteve um encontro com agentes económicos da província.
Hoje Guebuza encerra a Presidência Aberta, orientando um comício popular no Bairro de Khongolote.(retirado daqui)
05 de Agosto de 2008
Os sete milhões de meticais alocados ao distritos para financiar acções de âmbito local não se destinam a pessoas que já têm dinheiro, mas sim àqueles que, não o possuindo, querem cultivar a terra para produzir comida. O Chefe do Estado, Armando Guebuza, que dirigiu ontem esta mensagem aos residentes de Catuane, em Maputo, no terceiro dia da presidência aberta na província, afirmou que quando os sete milhões foram disponibilizados aos distritos também apareceram pessoas com posses financeiras a exigirem a atribuição dos fundos.
Armando Guebuza realçou que o dinheiro, cujos critérios de atribuição a nível local são definidos pelos conselhos consultivos distritais, deve ser usado para apoiar aqueles que sabem fazer coisas, mas que não possuem recursos para a compra de sementes para a produção de comida, a exemplo das associações de camponeses. Afiançou que o Governo tem outras formas de apoiar aqueles que já têm dinheiro para desenvolverem os seus negócios.
Na interacção com a população de Catuane, Guebuza, congratulou o esforço empreendido para vencer a pobreza. Disse que a luta que os moçambicanos travam é única e tem em vista erradicar a pobreza, uma batalha que deve ser vencida. Lembrou que a luta contra a pobreza não é desafio de hoje, ela trava-se desde os tempos dos nossos antepassados.
“Temos que saber comparar o que Catuane era ontem e o que é hoje. Veremos que se fez muita coisa para o bem de Catuane. Não havia electricidade em Catuane, mas hoje já a temos e ela chegou para impulsionar a luta contra a pobreza”, disse, acrescentando que o número de escolas aumentou, não só em Catuane, mas também em muitos outros pontos do país.
O Presidente da República afirmou que Moçambique declarou que para acabar a pobreza é preciso eliminar a fome, daí a aposta na Revolução Verde, que se consubstancia no aumento da produção, de mais áreas de cultivo e no fomento de sementes melhoradas, tendo como fim último aumentar a renda do camponês. Entretanto, a população de Catuane apresentou algumas inquietações ao Chefe do Estado. Trata-se da alta de preços dos produtos alimentares, dos combustíveis, a falta de fiscalização séria às empreitadas das obras públicas, entre outras preocupações.
Em resposta, o Chefe do Estado disse que alguns dos problemas estão em solução, mas outros ainda não a têm. Observou, porém, que quando se resolve um problema surge sempre outro.
Em Catuane, o Presidente da República visitou a exposição agro-pecuária e inaugurou a linha de transporte de energia eléctrica para o posto administrativo. Antes, em Matutuíne, dirigiu a sessão extraordinária do Conselho Consultivo da localidade de Tinonganine alargada aos membros do Governo distrital e visitou os campos de produção da associação dos camponeses locais.
Ainda ontem, o Chefe do Estado deslocou-se ao município da Matola, onde se reunido com a OJM e manteve um encontro com agentes económicos da província.
Hoje Guebuza encerra a Presidência Aberta, orientando um comício popular no Bairro de Khongolote.(retirado daqui)
“Sete milhões”: Acesso ao dinheiro vai ser mais rigoroso
Fonte: Jornal Noticias
25 de Julho de 2008
O Governo vai passar a ser mais rigoroso na selecção dos beneficiários do fundo de desenvolvimento de iniciativas locais, mais conhecido por “sete milhões”. Segundo o Presidente da República, Armando Guebuza, que falava ontem na cidade de Lichinga no final da sua visita à província do Niassa, o baixo índice de reembolso deste fundo constitui um desafio que tem de ser ultrapassado.
O Chefe do Estado respondia assim a uma pergunta de jornalistas se o baixo nível de reembolso do fundo não comprometeria os objectivos pelos quais esta iniciativa foi criada, mais precisamente o combate à pobreza.
Armando Guebuza deixou claro que o Governo não vai abdicar desta iniciativa. Contudo, não avançou nenhuma medida a ser aplicada aos infractores.
Para o Presidente, citado pela AIM, acima de tudo, a população deve ter consciência de que o fundo é um investimento que deve ser respeitado.
“Aquilo que está a acontecer neste momento é um desafio, porque o dinheiro emprestado deve ser reembolsado”, sublinhou o Presidente, que durante quatro dias escalou sucessivamente os distritos de Mecanhelas, Maúa, Muembe e a capital provincial, Lichinga.
Guebuza frisou que apesar de existirem pessoas que reclamam a existência de pouca transparência na atribuição do fundo, há muito mais gente que agradece esta iniciativa. “O mais importante é continuarmos a trabalhar”, disse.
Durante os contactos com a população, o Presidente sempre referiu que este fundo não é para ser “consumido”, mas sim para ser usado na produção de comida e criação de postos de trabalho, dois aspectos associados à redução da pobreza no país.
Em Maúa, por exemplo, o Presidente chegou a comparar o fundo em questão com a semente que é conservada para garantir a continuidade da produção.
Em Niassa, a experiência mostra que os factores que contribuem negativamente na reposição dos valores têm a ver com o facto de alguns conselhos consultivos distritais não conseguirem desempenhar o seu papel na fiscalização, pois muitos beneficiários reformulam os projectos já aprovados e aplicam o dinheiro noutros planos.
Ademais, muitos dos beneficiários deste fundo ainda não assumiram que o dinheiro é de devolução obrigatória.
Antes da conferência de Imprensa, Guebuza orientou um comício popular na cidade de Lichinga. Na ocasião exortou a população a mudar de atitude e a acreditar na sua capacidade de fazer as coisas para vencer a pobreza absoluta.
Exemplificando, Guebuza explicou à população que existem pessoas no nosso país que num passado não muito distante andavam descalças mas que hoje, porque acreditaram nas suas capacidades, mudaram de atitude, empenharam-se no trabalho, fizeram as suas machambas, produziram muito, venderam o excedente e já andam de motorizada.
O PR fez questão de destacar que estava no Niassa em mais uma presidência aberta para conhecer o país real, que caracterizou como sendo aquilo que as pessoas, dos mais variados pontos deste vasto Moçambique, pensam, vêem e querem.
“Presidência aberta é um momento de todos nós termos a consciência do que queremos, do que temos e que forças devemos conjugar para alcançarmos os nossos objectivos” – disse. (retirado daqui)
25 de Julho de 2008
O Governo vai passar a ser mais rigoroso na selecção dos beneficiários do fundo de desenvolvimento de iniciativas locais, mais conhecido por “sete milhões”. Segundo o Presidente da República, Armando Guebuza, que falava ontem na cidade de Lichinga no final da sua visita à província do Niassa, o baixo índice de reembolso deste fundo constitui um desafio que tem de ser ultrapassado.
O Chefe do Estado respondia assim a uma pergunta de jornalistas se o baixo nível de reembolso do fundo não comprometeria os objectivos pelos quais esta iniciativa foi criada, mais precisamente o combate à pobreza.
Armando Guebuza deixou claro que o Governo não vai abdicar desta iniciativa. Contudo, não avançou nenhuma medida a ser aplicada aos infractores.
Para o Presidente, citado pela AIM, acima de tudo, a população deve ter consciência de que o fundo é um investimento que deve ser respeitado.
“Aquilo que está a acontecer neste momento é um desafio, porque o dinheiro emprestado deve ser reembolsado”, sublinhou o Presidente, que durante quatro dias escalou sucessivamente os distritos de Mecanhelas, Maúa, Muembe e a capital provincial, Lichinga.
Guebuza frisou que apesar de existirem pessoas que reclamam a existência de pouca transparência na atribuição do fundo, há muito mais gente que agradece esta iniciativa. “O mais importante é continuarmos a trabalhar”, disse.
Durante os contactos com a população, o Presidente sempre referiu que este fundo não é para ser “consumido”, mas sim para ser usado na produção de comida e criação de postos de trabalho, dois aspectos associados à redução da pobreza no país.
Em Maúa, por exemplo, o Presidente chegou a comparar o fundo em questão com a semente que é conservada para garantir a continuidade da produção.
Em Niassa, a experiência mostra que os factores que contribuem negativamente na reposição dos valores têm a ver com o facto de alguns conselhos consultivos distritais não conseguirem desempenhar o seu papel na fiscalização, pois muitos beneficiários reformulam os projectos já aprovados e aplicam o dinheiro noutros planos.
Ademais, muitos dos beneficiários deste fundo ainda não assumiram que o dinheiro é de devolução obrigatória.
Antes da conferência de Imprensa, Guebuza orientou um comício popular na cidade de Lichinga. Na ocasião exortou a população a mudar de atitude e a acreditar na sua capacidade de fazer as coisas para vencer a pobreza absoluta.
Exemplificando, Guebuza explicou à população que existem pessoas no nosso país que num passado não muito distante andavam descalças mas que hoje, porque acreditaram nas suas capacidades, mudaram de atitude, empenharam-se no trabalho, fizeram as suas machambas, produziram muito, venderam o excedente e já andam de motorizada.
O PR fez questão de destacar que estava no Niassa em mais uma presidência aberta para conhecer o país real, que caracterizou como sendo aquilo que as pessoas, dos mais variados pontos deste vasto Moçambique, pensam, vêem e querem.
“Presidência aberta é um momento de todos nós termos a consciência do que queremos, do que temos e que forças devemos conjugar para alcançarmos os nossos objectivos” – disse. (retirado daqui)
Fundo de iniciativa local no Niassa : Reembolsos abaixo do ideal
Fonte: Jornal Noticias
23 de Julho de 2008
Os níveis de reembolso do fundo de investimento do desenvolvimento local, vulgo sete milhões, é considerado bastante fraco na província de Niassa, facto que levou o Presidente da República, Amando Guebuza tanto em Mecanhelas como em Maúa, a chamar à atenção dos beneficiários para privilegiar a sua boa utilização e reposição.
Dos cerca de vinte mil milhões de meticais aloucados em 2007 à província, apenas cerca de mil milhões foram reembolsados, apontando-se como factores que contribuíram negativamente para o baixo nível de reposição do dinheiro, a disponibilização de pequenos valores que, por vezes não ultrapassam os dois mil meticais e que não produzem nenhum impacto nas comunidades, para alem de algumas associações que são criadas apenas para beneficiar do fundo, dissolvendo-se logo de seguida.
O Chefe de Estado explicou que o governo introduziu o orçamento de investimento de iniciativa local para gerar comida e emprego para as comunidades repisando que o dinheiro não é para oferecer.
Referiu que os sete milhões são como uma semente que deve ser plantada para reproduzir. “A semente não se come. Deve-se semear para colher os resultados. Só aquele que sabe tratar da semente deve receber o fundo” – disse Armando Guebuza.
Discursando em Mecula, o Presidente da Republica voltou a destacar a necessidade da unidade nacional para vencer a pobreza, afirmando que o povo tem vindo a contribuir para o crescimento do pais porque o seu executivo é um governo do povo.
Falou da necessidade de caminharmos juntos na reconstrução daquilo que foi destruído pela guerra de desestabilização, para alem de se continuar a construir escolas, hospitais, estradas e outras infra estruturas sociais que permitam o bem estar das populações.
No comício de Maua, dois dos dez elementos da população que pediram a palavra, falaram do conflito homem – animal que, segundo disseram, para alem de criar fome em diversas regiões está a fazer com que muitas povoações desapareçam, um vez que as pessoas refugiam-se para lugares aparentemente mais seguros.
Explicaram que os animais, sobretudo elefantes devastam as machambas e chegam a destruir casas, reportando-se em consequência, algumas mortes de pessoas.
Pediram ao chefe de estado para que a curto prazo, o governo procure uma solução. Alias, a mensagem da população que igualmente fez menção a este conflito, como sendo uma das dificuldades das comunidades locais, refere-se igualmente a falta de energia eléctrica, do ensino secundário do segundo grau e das comunicações telefónicas.
No distrito de Maua, rico em recursos florestais e dos maiores produtores de culturas alimentares, destaca-se nos índices de cobertura de água potável a sua população, estimada em pouco mais de 39 mil habitantes com 95 por cento. (retirado daqui)
23 de Julho de 2008
Os níveis de reembolso do fundo de investimento do desenvolvimento local, vulgo sete milhões, é considerado bastante fraco na província de Niassa, facto que levou o Presidente da República, Amando Guebuza tanto em Mecanhelas como em Maúa, a chamar à atenção dos beneficiários para privilegiar a sua boa utilização e reposição.
Dos cerca de vinte mil milhões de meticais aloucados em 2007 à província, apenas cerca de mil milhões foram reembolsados, apontando-se como factores que contribuíram negativamente para o baixo nível de reposição do dinheiro, a disponibilização de pequenos valores que, por vezes não ultrapassam os dois mil meticais e que não produzem nenhum impacto nas comunidades, para alem de algumas associações que são criadas apenas para beneficiar do fundo, dissolvendo-se logo de seguida.
O Chefe de Estado explicou que o governo introduziu o orçamento de investimento de iniciativa local para gerar comida e emprego para as comunidades repisando que o dinheiro não é para oferecer.
Referiu que os sete milhões são como uma semente que deve ser plantada para reproduzir. “A semente não se come. Deve-se semear para colher os resultados. Só aquele que sabe tratar da semente deve receber o fundo” – disse Armando Guebuza.
Discursando em Mecula, o Presidente da Republica voltou a destacar a necessidade da unidade nacional para vencer a pobreza, afirmando que o povo tem vindo a contribuir para o crescimento do pais porque o seu executivo é um governo do povo.
Falou da necessidade de caminharmos juntos na reconstrução daquilo que foi destruído pela guerra de desestabilização, para alem de se continuar a construir escolas, hospitais, estradas e outras infra estruturas sociais que permitam o bem estar das populações.
No comício de Maua, dois dos dez elementos da população que pediram a palavra, falaram do conflito homem – animal que, segundo disseram, para alem de criar fome em diversas regiões está a fazer com que muitas povoações desapareçam, um vez que as pessoas refugiam-se para lugares aparentemente mais seguros.
Explicaram que os animais, sobretudo elefantes devastam as machambas e chegam a destruir casas, reportando-se em consequência, algumas mortes de pessoas.
Pediram ao chefe de estado para que a curto prazo, o governo procure uma solução. Alias, a mensagem da população que igualmente fez menção a este conflito, como sendo uma das dificuldades das comunidades locais, refere-se igualmente a falta de energia eléctrica, do ensino secundário do segundo grau e das comunicações telefónicas.
No distrito de Maua, rico em recursos florestais e dos maiores produtores de culturas alimentares, destaca-se nos índices de cobertura de água potável a sua população, estimada em pouco mais de 39 mil habitantes com 95 por cento. (retirado daqui)
População de Mossurize denuncia cobrança de comissões no acesso ao FIIL
06 de Agosto de 2009
A população do distrito de Mossurize, província de Manica, denunciou ontem, ao Chefe do Estado, Armando Guebuza, alegados pagamentos de comissões por parte dos membros do Conselho Consultivo Distrital, para aprovação e atribuição de créditos, no âmbito do Orçamento de Investimento de Iniciativa Local, vulgo sete milhões.Maputo,
Segundo o jornal "Notícias", num comício bastante concorrido na vila de Espungabera, que marcou o fim da sua presidência aberta à província de Manica, os populares pediram ao Presidente da República o aperfeiçoamento dos mecanismos de controlo do fundo, para que não seja apossado por desonestos e, consequentemente, desviado para fins ilícitos, em detrimento dos objectivos para os quais foi criado.
Sem apontar nomes, a população disse que os membros do Conselho Consultivo Distrital têm vindo a condicionar a atribuição do fundo ao pagamento de comissões o que, na sua óptica, dificulta a implementação dos projectos concebidos e afecta o processo de reembolsos.
No comício de Espungabera, populares denunciaram também casos de corrupção e má actuação dos funcionários do Estado na Educação, Polícia de trânsito e noutras instituições públicas, nas quais alguns dirigentes são acusados de apatia e violação dos direitos laborais dos funcionários.
No que toca à Polícia de Trânsito, os agentes em Mossurize são acusados de cobranças ilícitas e aplicação de valores avultados em multas aparentemente fora da lei, tornando insuportável manter uma viatura naquele distrito. Para os populares, é muito mais difícil um moçambicano circular no seu próprio país que no estrangeiro.
Atraso ou falta de salários para os funcionários públicos, sobretudo no sector da Educação, ausência de uma instituição bancária, a falta de ponte sobre o rio Mossurize, a necessidade de asfaltagem ou melhoramento da estrada Dombe-Espungabera, a construção de uma ponte sobre o rio Save e abertura de estrada Chidoco-Massangena para ligação entre os distritos de Machaze, em Manica, e Massangena, em Gaza, a falta de energia eléctrica na sede distrital e a inexistência de telefonia móvel e fixa nos postos de Cacata e Chiuraire são algumas das preocupações apontadas pelos residentes durante o comício.
A preocupação sobre a falta da ponte sobre o rio Save e a respectiva estrada foi apresentada ao Presidente da República por cidadãos idos de Machaze, que disseram a Armando Guebuza que tais infra-estruturas iriam revolucionar o desenvolvimento de Machaze e Massangena, pois facilitariam a circulação de pessoas e bens para Maputo e minimizariam os actuais transtornos de transitar por Muxúnguè, em Sofala, em direcção ao sul do país.
Sobre energia eléctrica, as pessoas que usaram da palavra disseram que o facto de a vila-sede do distrito de Mossurize beneficiar da rede de abastecimento do Zimbabwe transporta consigo muitos transtornos, uma vez que os zimbabweanos fazem cortes constantes à linha de Espungabera, tornando a energia eléctrica naquela vila bastante insustentável e não fiável.
Em resposta às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado disse que o Governo existe para resolver os problemas do povo. Acrescentou que todas as questões apresentadas mostram a ânsia que o povo tem de sair o mais rapidamente possível da pobreza e de ver resolvidos os problemas que ainda constituem obstáculos na trajectória rumo ao fim deste mal.(retirado daqui)
A população do distrito de Mossurize, província de Manica, denunciou ontem, ao Chefe do Estado, Armando Guebuza, alegados pagamentos de comissões por parte dos membros do Conselho Consultivo Distrital, para aprovação e atribuição de créditos, no âmbito do Orçamento de Investimento de Iniciativa Local, vulgo sete milhões.Maputo,
Segundo o jornal "Notícias", num comício bastante concorrido na vila de Espungabera, que marcou o fim da sua presidência aberta à província de Manica, os populares pediram ao Presidente da República o aperfeiçoamento dos mecanismos de controlo do fundo, para que não seja apossado por desonestos e, consequentemente, desviado para fins ilícitos, em detrimento dos objectivos para os quais foi criado.
Sem apontar nomes, a população disse que os membros do Conselho Consultivo Distrital têm vindo a condicionar a atribuição do fundo ao pagamento de comissões o que, na sua óptica, dificulta a implementação dos projectos concebidos e afecta o processo de reembolsos.
No comício de Espungabera, populares denunciaram também casos de corrupção e má actuação dos funcionários do Estado na Educação, Polícia de trânsito e noutras instituições públicas, nas quais alguns dirigentes são acusados de apatia e violação dos direitos laborais dos funcionários.
No que toca à Polícia de Trânsito, os agentes em Mossurize são acusados de cobranças ilícitas e aplicação de valores avultados em multas aparentemente fora da lei, tornando insuportável manter uma viatura naquele distrito. Para os populares, é muito mais difícil um moçambicano circular no seu próprio país que no estrangeiro.
Atraso ou falta de salários para os funcionários públicos, sobretudo no sector da Educação, ausência de uma instituição bancária, a falta de ponte sobre o rio Mossurize, a necessidade de asfaltagem ou melhoramento da estrada Dombe-Espungabera, a construção de uma ponte sobre o rio Save e abertura de estrada Chidoco-Massangena para ligação entre os distritos de Machaze, em Manica, e Massangena, em Gaza, a falta de energia eléctrica na sede distrital e a inexistência de telefonia móvel e fixa nos postos de Cacata e Chiuraire são algumas das preocupações apontadas pelos residentes durante o comício.
A preocupação sobre a falta da ponte sobre o rio Save e a respectiva estrada foi apresentada ao Presidente da República por cidadãos idos de Machaze, que disseram a Armando Guebuza que tais infra-estruturas iriam revolucionar o desenvolvimento de Machaze e Massangena, pois facilitariam a circulação de pessoas e bens para Maputo e minimizariam os actuais transtornos de transitar por Muxúnguè, em Sofala, em direcção ao sul do país.
Sobre energia eléctrica, as pessoas que usaram da palavra disseram que o facto de a vila-sede do distrito de Mossurize beneficiar da rede de abastecimento do Zimbabwe transporta consigo muitos transtornos, uma vez que os zimbabweanos fazem cortes constantes à linha de Espungabera, tornando a energia eléctrica naquela vila bastante insustentável e não fiável.
Em resposta às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado disse que o Governo existe para resolver os problemas do povo. Acrescentou que todas as questões apresentadas mostram a ânsia que o povo tem de sair o mais rapidamente possível da pobreza e de ver resolvidos os problemas que ainda constituem obstáculos na trajectória rumo ao fim deste mal.(retirado daqui)
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